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TRADE WITH RENATO

METODOLOGIA

Tudo que o Radar calcula está descrito aqui. Se alguma escolha desta página parecer discutível, ela provavelmente é — e por isso está escrita.

1.CORRELAÇÃO: SOBRE RETORNOS, NÃO SOBRE PREÇOS

O padrão do Radar é calcular correlação sobre retornos. O motivo é simples e frequentemente ignorado: duas séries que apenas sobem ao longo do tempo produzem correlação alta mesmo sem qualquer relação entre elas. Isso se chama correlação espúria e é o erro mais comum em gráficos de macro contra cripto.

Para séries de preço, usamos retornos logarítmicos. Para séries de taxa — juros, spreads, índices centrados em zero como o NFCI — usamos a primeira diferença, em pontos percentuais. Aplicar variação percentual a uma taxa de juros produz um número sem significado econômico: uma taxa que sai de 0,10% para 0,20% teria “subido 100%”.

A correlação de níveis continua disponível como opção, mas sempre acompanhada de aviso explícito no painel.

2.FREQUÊNCIAS DIFERENTES

O Bitcoin negocia todos os dias do ano. O Treasury de 10 anos só em dia útil americano. O M2 é mensal. O balanço do Fed é semanal. Juntar isso exige regra, e a nossa é:

  • Para estatística, só entram datas em que as duas séries têm observação genuína, e a comparação é feita na frequência mais baixa das duas — a única com informação independente. Valor propagado nunca entra em cálculo de correlação.
  • Para visualização, propagamos o último valor conhecido da série mais esparsa, marcamos esses pontos como propagados e preservamos a data real da observação.
  • A janela de correlação (rolling window) é convertida de dias para número de observações da frequência efetiva. Uma janela de 90 dias em série mensal equivale a três observações, o que é informado como amostra insuficiente.

3.DEFASAGEM (LEAD-LAG)

Deslocar uma série no tempo permite testar se ela tende a se mover antes da outra. Quando um deslocamento está aplicado, o gráfico exibe um aviso permanente — o ajuste nunca fica escondido.

O painel mostra a curva completa de correlação por defasagem, não apenas o melhor valor. Isso é intencional: testar muitas defasagens e reportar só a melhor é uma forma clássica de encontrar padrões que não existem. Um pico isolado, cercado de valores baixos, é quase sempre ruído.

4.SÉRIES CALCULADAS

As séries abaixo não vêm prontas de nenhum provedor: são construídas aqui, com estas fórmulas.

SérieFórmula
ETH/BTCETH/BTC = preço_ETH_USD ÷ preço_BTC_USD
Dominância do BitcoinBTC.D = (capitalização_BTC ÷ capitalização_total) × 100
TOTAL2 — capitalização das altcoinsTOTAL2 = capitalização_total − capitalização_BTC
TOTAL2 medido em BitcoinTOTAL2/BTC = TOTAL2 ÷ preço_BTC_USD
Liquidez líquida do Fed (estimativa)Liquidez líquida ≈ Ativos do Fed − TGA − ON RRP
M2 global (índice Trade With Renato)M2 global = M2_EUA + (M2_zona_euro × USD/EUR) + (M2_Japão ÷ JPY/USD) + (M4_RU × USD/GBP)
Expectativa de juros do Fed (proxy 2 anos − Fed Funds)Expectativa ≈ rendimento_2anos − Fed_Funds_efetiva
Razão Bitcoin / ouroBTC/Ouro = preço_BTC_USD ÷ preço_ouro_USD_por_onça

5.M2 GLOBAL — O QUE ESTÁ DENTRO E O QUE FICOU DE FORA

Não existe uma série oficial de “M2 global”. O índice do Radar soma os agregados monetários amplos de Estados Unidos, zona do euro, Japão e Reino Unido, convertidos a dólar pelo câmbio de fim de período do Federal Reserve.

  • Estados Unidos: M2 (FRED, série M2SL), mensal, com ajuste sazonal.
  • Zona do euro: M2 do Data Portal do BCE, mensal, saldo em aberto.
  • Japão: M2 da API do Banco do Japão, mensal, saldo médio em aberto.
  • Reino Unido: M4 do Bank of England. O país não publica M2 na mesma definição das demais economias, então usamos o agregado amplo equivalente e registramos a diferença.
  • China: fora do índice. O PBoC não oferece endpoint público estável e seu robots.txt restringe coleta automatizada. Como a China responde por parcela expressiva da moeda mundial, esta é a limitação mais séria do índice, e por isso está declarada em toda página que o usa.

Um detalhe que quebra muitos índices de M2 global: a direção das cotações de câmbio do Federal Reserve não é uniforme. DEXUSEU e DEXUSUK têm o dólar no numerador — multiplica-se. DEXJPUS e DEXCHUS têm a moeda estrangeira no numerador — divide-se. Inverter um deles produz um índice plausível e errado.

As séries de M2 estrangeiro do FRED que muitos analistas usam (MYAGM2EZM196N e similares) estão congeladas desde 2017-2019. Elas respondem normalmente e anunciam próxima publicação, o que torna a falha invisível. Por isso o Radar vai às fontes primárias e mantém um alerta que dispara quando qualquer série fica mais de duas frequências atrás.

6.LIQUIDEZ LÍQUIDA DO FED — ESTIMATIVA, NÃO DEFINIÇÃO OFICIAL

Liquidez líquida ≈ Ativos do Fed (WALCL) − Treasury General Account − Overnight Reverse Repo

Nenhum banco central publica essa medida. Ela é uma aproximação convencional e amplamente usada, com escolhas discutíveis sobre o que incluir — há versões que somam ou subtraem outras contas. O Radar a apresenta sempre como estimativa.

A série do TGA exigiu tratamento especial: o Daily Treasury Statement mudou de estrutura duas vezes. Até cerca de 2021 a conta se chamava “Federal Reserve Account”; depois virou “Treasury General Account (TGA)”; e a partir de 2 de maio de 2022 passou a “Treasury General Account (TGA) Closing Balance”, com o valor migrando do campo close_today_bal para open_today_bal — enquanto o campo antigo passou a devolver a string "null". Uma consulta ingênua ao campo antigo retorna vazio para tudo depois de 2022 sem gerar erro nenhum.

7.POR QUE EVITAMOS O GRÁFICO DE DOMINÂNCIA CONTRA DOMINÂNCIA

Um gráfico chamado “dominância do Bitcoin × dominância das altcoins” parece informativo e não é. Se a dominância das altcoins é definida como 100% menos a dominância do Bitcoin, as duas linhas são espelhos matemáticos e a correlação entre elas é exatamente −1 por construção, em qualquer período, sob qualquer circunstância. O gráfico é bonito e não carrega nenhuma informação nova.

Comparações que carregam informação de verdade:

  • dominância do BTC × ETH/BTC;
  • dominância do BTC × TOTAL2/BTC;
  • dominância do BTC × dominância das stablecoins;
  • dominância do BTC × percentual de altcoins superando o BTC.

8.ÍNDICE DO DÓLAR: POR QUE NÃO É O DXY

O DXY é um índice proprietário da ICE, composto por seis moedas de países desenvolvidos, e sua exibição pública exige licença. O Radar usa o índice nominal amplo do dólar do Federal Reserve (DTWEXBGS), que é de domínio público e usa uma cesta de cerca de 26 moedas ponderada por comércio, incluindo yuan, peso mexicano e real.

Os dois se movem na mesma direção na maior parte do tempo, mas não são a mesma coisa: bases diferentes (janeiro de 2006 = 100 contra março de 1973 = 100) e cestas diferentes. Comparar um nível do índice amplo com um nível do DXY como se fossem intercambiáveis é um erro.

9.DADOS ATRASADOS E FALHAS

Quando uma atualização falha, o comportamento é sempre o mesmo:

  • o último dado válido permanece;
  • a série é marcada como atrasada e isso aparece na interface;
  • o horário da última atualização bem-sucedida continua visível;
  • o valor nunca é substituído por zero;
  • a falha é registrada e visível em Status das fontes.

Três falhas consecutivas mudam o estado da série para “com falha”. Uma falha isolada não muda nada além do registro — provedores oscilam, e alarmar a cada oscilação treina o operador a ignorar alarmes.

10.LICENÇAS E O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O RADAR

Nem todo dado disponível pode ser exibido publicamente. Os níveis dos índices S&P 500 e Nasdaq-100 exigem autorização prévia por escrito dos respectivos administradores; o spread high yield da ICE proíbe reprodução sem permissão escrita; o DXY é licenciado pela ICE. O código do Radar bloqueia a ingestão dessas séries — é uma trava, não um aviso.

Onde existe substituto legítimo, usamos e dizemos que é substituto: ETF no lugar do nível do índice, índice amplo do Fed no lugar do DXY. Onde não existe, o gráfico fica marcado como “fonte pendente” até que a licença seja contratada. Em nenhuma hipótese preenchemos a lacuna com estimativa ou dado simulado.

11.GLOSSÁRIO

Cada verbete responde ao que é, por que importa, como interpretar e qual erro comum evitar.

M2

Medida ampla da quantidade de dinheiro em uma economia: papel-moeda, depósitos à vista, poupança e fundos de curto prazo.

Por que importa: É a forma mais direta de acompanhar se está sendo criado ou destruído dinheiro no sistema.

Como interpretar: Observe o ritmo de crescimento, não o nível. Um M2 que cresce 2% ao ano é um mundo diferente de um que cresce 25%.

Erro comum: Tratar o M2 como se fosse liquidez disponível para investir. Boa parte dele está em contas de pessoas físicas e nunca chega aos mercados.

Liquidez global

Termo guarda-chuva para a quantidade de dinheiro e crédito disponível no sistema financeiro mundial.

Por que importa: Ativos de risco tendem a se valorizar quando a liquidez se expande e a sofrer quando ela se contrai.

Como interpretar: Não existe uma medida única e oficial. Cada construção — M2 agregado, balanços de bancos centrais, liquidez líquida — captura um pedaço diferente.

Erro comum: Apresentar um índice próprio de liquidez global como se fosse um dado oficial. Não é: é sempre uma construção, com escolhas discutíveis.

TGA — Treasury General Account

A conta corrente do Tesouro americano no Federal Reserve, onde entram impostos e emissões de dívida e de onde saem os gastos do governo.

Por que importa: Quando o TGA sobe, dinheiro sai do sistema financeiro e vai para dentro do governo. Quando cai, o dinheiro volta a circular.

Como interpretar: É uma conta que drena ou injeta liquidez sem que o Fed mude nada. Grandes emissões de títulos costumam elevar o saldo rapidamente.

Erro comum: Ignorar o TGA ao olhar o balanço do Fed. O balanço pode ficar parado enquanto o TGA sozinho aperta as condições financeiras.

Reverse repo (ON RRP)

Operação em que fundos e bancos emprestam dinheiro ao Fed de um dia para o outro, em troca de títulos como garantia.

Por que importa: É um estacionamento de liquidez ociosa. Dinheiro que está ali não está comprando ativos.

Como interpretar: Saldo alto indica excesso de liquidez sem destino. Saldo caindo pode indicar que esse dinheiro está sendo realocado.

Erro comum: Ler queda do reverse repo automaticamente como dinheiro entrando em ativos de risco. Ele pode simplesmente estar migrando para títulos do Tesouro de curto prazo.

Juro real

A taxa de juros descontada a inflação esperada. Nos EUA, é observável diretamente no rendimento dos títulos indexados (TIPS).

Por que importa: Define o custo de oportunidade de manter ativos que não pagam renda, como ouro e Bitcoin.

Como interpretar: Juro real alto torna caro segurar ativos sem rendimento. Juro real negativo faz o oposto.

Erro comum: Calcular juro real subtraindo a inflação passada da taxa atual. O que importa é a inflação ESPERADA, não a que já ocorreu.

Breakeven de inflação

A diferença entre o rendimento de um título nominal e o de um título indexado de mesmo prazo.

Por que importa: É a inflação média que o mercado precifica para aquele período.

Como interpretar: Breakeven de 10 anos em 2,4% significa que o mercado espera inflação média de 2,4% ao ano na próxima década.

Erro comum: Tratar o breakeven como previsão pura de inflação. Ele embute também prêmio de risco e de liquidez.

Curva de juros

A relação entre o prazo de um título e seu rendimento. Normalmente prazos maiores pagam mais.

Por que importa: Quando a curva se inverte — curto pagando mais que longo — historicamente antecede desaceleração econômica.

Como interpretar: Acompanhe o diferencial 10 anos menos 2 anos. Negativo significa invertida.

Erro comum: Achar que a inversão marca o início da recessão. Historicamente, o estresse aparece na DESINVERSÃO, quando a curva volta a se inclinar porque o banco central começou a cortar juros.

Credit spread

O juro adicional exigido para emprestar a uma empresa em vez de ao governo.

Por que importa: É o preço do risco de calote e costuma ser o primeiro mercado a mostrar deterioração.

Como interpretar: Alargamento rápido indica aversão a risco. A velocidade importa mais que o nível.

Erro comum: Olhar o nível absoluto. Um spread de 400 pontos-base em um regime de juros altos significa algo diferente do mesmo spread em juros baixos.

VIX

Índice que mede a volatilidade esperada para o S&P 500 nos próximos 30 dias, extraída dos preços de opções.

Por que importa: Funciona como termômetro de aversão a risco no mercado de ações americano.

Como interpretar: O sinal está nos extremos. Picos acima de 30 marcam estresse agudo.

Erro comum: Chamar o VIX de "índice do medo" e ler qualquer alta como pessimismo. Ele mede volatilidade esperada nas duas direções, não direção de preço.

Dominância do Bitcoin

A participação do Bitcoin na capitalização total do mercado de criptomoedas.

Por que importa: Indica se o capital está concentrado no Bitcoin ou espalhado pelo resto do mercado.

Como interpretar: Queda da dominância costuma acompanhar rotação para altcoins — mas só quando o mercado como um todo está subindo.

Erro comum: Comparar dominância do Bitcoin com "dominância das altcoins". Como esta última é definida como 100% menos a primeira, o gráfico é um espelho matemático: a correlação é sempre exatamente −1 e não há informação nova nenhuma.

TOTAL2

A capitalização de mercado de todas as criptomoedas exceto o Bitcoin.

Por que importa: Mede o tamanho do mercado de altcoins como um bloco.

Como interpretar: Medido em dólar, mostra tamanho. Medido em Bitcoin (TOTAL2/BTC), mostra força relativa isolada da direção do mercado.

Erro comum: Esquecer que a capitalização inclui tokens de baixíssima liquidez com preços que não suportariam venda. O TOTAL2 superestima o segmento.

TOTAL3

A capitalização de todas as criptomoedas exceto Bitcoin e Ethereum.

Por que importa: Isola o segmento mais especulativo do mercado.

Como interpretar: Comparar TOTAL3 com TOTAL2 mostra quanto do movimento das altcoins é só Ethereum.

Erro comum: Usar TOTAL3 como proxy de "adoção". Ele mede preço, não uso.

TVL — Total Value Locked

O valor total depositado em protocolos de finanças descentralizadas.

Por que importa: Aproxima o tamanho econômico do setor de DeFi.

Como interpretar: Separe crescimento por entrada de capital de crescimento por valorização dos ativos depositados.

Erro comum: Ler alta do TVL como entrada de dinheiro novo. Se o preço dos tokens depositados sobe, o TVL sobe sem que ninguém tenha depositado nada.

Funding rate

Pagamento periódico entre comprados e vendidos em contratos futuros perpétuos, que mantém o preço colado ao mercado à vista.

Por que importa: Funding muito positivo indica excesso de posições compradas alavancadas.

Como interpretar: Valores extremos sinalizam posicionamento esticado e risco de liquidação em cascata.

Erro comum: Tratar funding alto como sinal automático de queda. Ele pode permanecer elevado por semanas em tendência forte.

Open interest

O total de contratos de derivativos em aberto em um dado momento.

Por que importa: Mede quanta alavancagem existe no sistema.

Como interpretar: Alta de open interest com alta de preço indica dinheiro novo entrando comprado. Alta de open interest com preço caindo indica venda alavancada.

Erro comum: Confundir open interest com volume. Volume é quanto foi negociado; open interest é quanto permanece em aberto.

Realized cap

A soma do valor de cada unidade da moeda pelo preço em que ela se moveu pela última vez na blockchain.

Por que importa: Aproxima o custo médio agregado dos detentores, em vez do valor de mercado atual.

Como interpretar: Serve de base de comparação para saber se o mercado está com lucro ou prejuízo agregado.

Erro comum: Tratar como "dinheiro efetivamente investido". Nem toda movimentação on-chain é compra.

MVRV

Razão entre o valor de mercado e o realized cap.

Por que importa: Indica se os detentores estão, em média, com lucro ou prejuízo.

Como interpretar: Valores muito altos historicamente coincidiram com topos; muito baixos, com fundos.

Erro comum: Usar limiares fixos de ciclos passados. A distribuição do MVRV mudou conforme o mercado amadureceu.

Correlação

Medida estatística de quanto duas séries se movem juntas, entre −1 e +1.

Por que importa: Permite comparar objetivamente relações que a olho nu parecem existir.

Como interpretar: Próxima de +1: movimento conjunto forte. Próxima de 0: pouca relação linear. Próxima de −1: movimento inverso forte.

Erro comum: Calcular correlação sobre níveis de preço em vez de retornos. Duas séries que só sobem no longo prazo produzem correlação alta mesmo sem qualquer relação — é a correlação espúria clássica.

Causalidade

Relação em que uma variável efetivamente provoca a mudança na outra.

Por que importa: É o que a maioria das pessoas quer saber e é o que a correlação NÃO responde.

Como interpretar: Estabelecer causalidade exige teoria, experimento ou identificação estatística — não basta observar duas linhas subindo juntas.

Erro comum: Concluir que A causa B porque a correlação é alta. Muitas vezes um terceiro fator move as duas, ou a relação é coincidência do período escolhido.

Lead-lag (defasagem)

Técnica de deslocar uma série no tempo para testar se ela tende a se mover antes da outra.

Por que importa: Ajuda a distinguir quem lidera e quem reage.

Como interpretar: Observe o formato da curva de correlação por defasagem, não só o pico. Um pico isolado, cercado de valores baixos, geralmente é ruído.

Erro comum: Testar dezenas de defasagens e reportar apenas a melhor. Quanto mais combinações você testa, maior a chance de encontrar uma que parece boa por acaso.

Base 100

Normalização em que as duas séries começam no valor 100 no início da janela.

Por que importa: Permite comparar ritmo de crescimento entre séries de escalas totalmente diferentes.

Como interpretar: A distância entre as linhas mostra desempenho relativo desde o início da janela.

Erro comum: Esquecer que o resultado depende inteiramente da data inicial escolhida. Mudar o início muda a história que o gráfico conta.

Liquidez líquida do Fed

Estimativa da liquidez efetivamente disponível: ativos do Fed menos o caixa do Tesouro e menos as compromissadas reversas.

Por que importa: Captura o efeito líquido de três forças que o balanço isolado esconde.

Como interpretar: Serve para leitura de tendência em semanas e meses, não para o dia a dia.

Erro comum: Apresentar como medida oficial. Nenhum banco central publica isso: é uma aproximação convencional, com escolhas discutíveis sobre o que incluir.

DXY e índice amplo do dólar

O DXY é um índice proprietário da ICE com seis moedas de países desenvolvidos. O índice amplo do Fed usa cerca de 26 moedas, ponderadas por comércio.

Por que importa: Os dois medem força do dólar, mas não a mesma coisa.

Como interpretar: Este site usa o índice amplo do Fed, que é de domínio público. Ele inclui yuan, peso e real, e por isso pode divergir do DXY.

Erro comum: Comparar um número do índice amplo com um nível do DXY como se fossem intercambiáveis. As bases e as cestas são diferentes.